segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Estdo do Tp 4 - Avançando na prática - Unidade 14, pág. 97

Escolhi trabalhar com a minha turma este avançando na prática por sugestão da colega Fátima Prado e por achar muito interessante o trabalho que ela desenvolveu com os seus alunos. "Roubei" algumas ideias dela e acrescentei outras, não desvinculando-me das orientações do TP em estudo, nem da sua proposta maior que é "reconhecer texto e leitor como criadores de significados".

Comecei explicando para eles o porquê da leitura e a importância que ela tem para esclarecer dúvidas e formar opiniões. Eles até me deram exemplos do que pode acontecer com alguém que não sabe ler... Tentei, oralmente mesmo, diferenciar um texto utilitário de um texto literário e fiquei feliz quando eles rapidamente fizeram a associação entre texto literário, poesia e linguagem rebuscada. Não entrei muito em detalhes para não embaralhar a cabeça dos meus alunos, o ponto que eu queria chegar eles encontraram: Poesia.

Copiei no quadro o poema Cidadezinha qualquerde Carlos Drummond de Andrade e pedi que todos lessem em silêncio, prestando atenção a detalhes. Depois desse momento, li em voz alta uma vez, depois sorteei na caderneta duas pessoas que também leram (detalhe: eles quase tiveram um colapso nervoso, pense numa turma que não gosta de falar)e comecei com minha lista de perguntas:

* Por que este texto se enquadra como poema?
*Quem é o autor do texto?
*Quantos versos? Quantas estrofes? Há rimas?
*É um poema fácil ou difícil?
*Do que fala o poema? (Segundo Andreza, fala das mulheres fofoqueiras que vivem na janela olhando a vida alheia...)
*O título da poesia, diz algo? Relaciona-se com o texto?
*Nota-se a presença do outor dentro do texto?

Depois de todo esse interrogatório onde, infelizmente, eu falei mais do que os alunos,percebi que eles conseguiram compreender que se tratava de uma cidade pequena, monótona e sem novidades e então encaminhei a conversa para outro rumo: traçar um paralelo entre a "cidadezinha" de Drummmond e as demais cidades. Nessa parte notei uma maior participação, cada um que quisesse falar sobre a sua cidade dos sonhos, opinaram sobre as vantagens e desvantagens de uma cidade grande ou pequena, etc. Passado o alvoroço, sugeri outra leitura, dessa vez coletiva e "com vontade". Lemos, não saiu como eu queria mas tudo bem, valeu a intenção.

Eles já tinham visto as cartolinas e estavam ansiosos para saber o que teriam que fazer (Editando)







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domingo, 22 de novembro de 2009

Estudo do TP3 - AAA3 - Aula 5 (pág. 28)



Esta atividade foi desenvolvida na 6ª série, turma D, na disciplina de arte. Os passos determinados no AAA foram seguidos sequencialmente, mas, algumas alterações foram feitas para facilitar o trabalho de entendimento dos alunos.

Mais uma vez eu resolvi trabalhar esta atividade por ela estar dentro dos conteúdos programados para esse bimestre.Iniciei trabalhando textos publicitários do próprio livro deles(português). Dei enfoque maior no uso da arte da propaganda, já que esse é o ponto crucial na disciplina que lhes ensino. Não deixei, no entanto, de de esclarecer a função e as características próprias de um texto publicitário. Dessa forma pretendi unir a produção de texto verbal à linguagem não verbal, típica na propaganda.

Os produtos criados por eles foram os mais diversos e inusitados já vistos: começando pela "caneta automática", passando pelo "anti-falatório" e concluindo com um "assa pão multi-funcional". Quantas crianças inteligentes! Fiquei feliz em saber que eles superaram as minhas expectativas. Cada grupo do seu jeito, criando desenhos, paródias, colagens e o melhor de tudo, escrevendo! Dessa vez eles não se acharam incapazes nem tiveram preguiça.

Para fechamento do conteúdo, entramos num debate sobre os meios de comunicação e o consumismo. Tema bom para uma redação, não é? Não pedi que eles fizessem... vai ficar para uma outra oportunidade, dessa vez em uma aula de português e não de arte.

sábado, 21 de novembro de 2009

Estudo do Tp 3 - Avançando na prática, Unidade 11, pág.124



Este trabalho teve como objetivo situar os alunos da sétima série quanto a tipologia textual. Foi totalmente desenvolvido em sala de aula e individualmente.

Como já havíamos estudado sobre o texto narrativo nos bimestres anteriores, dei uma atenção ao tipo descritivo e dissertativo. Comecei aplicando os textos e as atividades do AAA3 e só depois que os alunos já estavam com uma certa base informativa sobre estes três tipos é que parti para o avançando na prática.

Não foi fácil, gastei nove aulas no total até concluir o trabalho.O resultado para os textos narrativos e descritivos foi satisfatório, mas para a produção de um texto dissertativo o resultado não foi bom. Primeiro ponto: os alunos não conseguiram localizar um tema coma gravura apresentada. Segundo ponto: a narração predominava na maioria dos textos produzidos.

Acredito que o erro tenha sido meu. Provavelmente não consegui passar para os alunos a diferença estrutural entre um texto dissertativo (expositivo ou argumentativo) e um texto narrativo. lembro de ter falado várias vezes em "ideia central", no entanto esqueci de mostrar os mecanismos para se chegar até ela.

Os alunos, de maneira geral, gostaram do trabalho. Só aqueles que não gostam de "falar" ficaram relutantes. Observei também que a turma não gosta de reescrever o texto usando os elementos coesivos. Os momentos mais descontraídos são os mais motivantes à participação, pena que em língua portuguesa nem tudo possa ser levado na brincadeira.

As orientações dadas no "avançando na prática" foram seguidas à risca. Tudo foi discutido oralmente antes de ir para o papel. A forma de apresentação dos trabalhos foi a exposição do texto produzido através da leitura. nem todos leram, só os que se prontificaram para tal.
É importante lembrar que, se não todos, mas a maioria dos alunos conseguiu distinguir e até mesmo produzir textos narrativos e descritivos. no caso do texto dissertativo, outros trabalhos terão que ser desenvolvidos para que esta tipologia seja melhor estudada e compreendida.